Um grande tabu a cerca dessa enigmática doença é: Só as mulheres correrem o risco de ter a doença?

 

A resposta é não. Embora seja raro de encontrar, assim como as mulheres, os homens também têm glândulas mamárias e hormônios femininos, mesmo em menores quantidades. Por isso é necessário ter atenção.

Segundo o Centro especializado em câncer A. C. Camargo, dos casos de câncer de mama 1% é masculino. Para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, há 1 homem com o mesmo diagnóstico.

Segundo a última pesquisa realizada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) sobre a incidência do câncer no mundo, o câncer de mama é um dos três tipos de maior incidência, junto com o de pulmão e o colorretal.

 

 

A doença costuma manifestar em homens mais velhos. Acima dos 60 anos e que tenham em seu histórico familiar algum parente que já tenha tido câncer, mesmo que tenham sido em mulheres.

O policial militar Fernando Fonseca, 34, contou em entrevista ao site de notícias UOL o drama que passou ao ter descoberto o câncer, que inicialmente achava que era uma espinha.

Fernando relata que uma lesão semelhante a uma espinha surgiu no meio do peito, que segundo ele, não lhe manifestava risco algum. Contudo, passado o tempo essa “espinha” aumentou e apareceram outros sintomas: um enrijecimento da pele na lateral e um carocinho. O medo veio e as preocupações também.

Somente após procurar um oncologista mastologista, Fernando passou a realizar os exames. “Após vários exames, no dia 1º de agosto de 2017, fui diagnosticado com câncer de mama em estágio avançado. “

“Antes do câncer, eu tinha uma vida corrida. Trabalhava como policial militar no canil do Batalhão de Choque, dono de uma empresa de brindes personalizados e fazia faculdade de direito. Quase não convivia com a minha esposa, a Tharin, e com meus filhos. [Por causa do câncer] fiquei um ano de licença médica e aproveitei esse período para me aproximar da minha família. ”

Em uma pesquisa realizada pela Agência Brasil, de acordo com dados disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do Ministério da Saúde, houve no país 16.724 mortes por câncer de mama feminino e 203 mortes por câncer de mama masculino no Brasil, em 2017.

Infelizmente por motivos de poucos exames e diagnóstico tardio, casos de câncer de mama em homens matam uma quantidade considerável por ano.

Como devo me prevenir?

É complicado. Por ser um caso raro não existe um rastreamento especifico de câncer de mama. Ou seja, diferente das mulheres, não é realizado um exame rotineiro de mamografia a não ser por queixa ou reclamação de algo na região da mama. Portanto, o mais importe é que o homem se atente ao seu corpo.

Toque!

 

O primeiro sinal e também a forma mais prática de diagnosticar é ao sentir um caroço na mama, inchaço próximo ao mamilo ou secreção, que podem ser sentidos através do toque. Percebeu? Então, é melhor procurar um médico.

 

Encontrar um profissional adequado.

 

O médico apropriado para homem é o Oncologista Mastologista. Agende um horário de acordo com a sua preferência.

 

Calma, não é o fim do mundo!

 

Em muitos casos, o aumento da mama no homem, ou mesmo a presença do caroço, pode ser só uma ginecomastia – o tipo mais comum, que significa um aumento benigno da glândula mamária masculina, porém sem risco de câncer.

Contudo, se devido ao um diagnóstico realizado por um médico profissional, existem formas de tratamento e tomando todos os cuidados necessários, a cura é inevitável.

Cerca de 95% dos casos conseguem alcançar a cura e vivem suas vidas tranquilamente. O método de tratamento é semelhante ao tratamento feminino. Mediantes a quimioterapia e hormonioterapia.

Fabiana Tonelotto revela ao site de notícias Agência Brasil, que como o homem tem pouco tecido mamário, há mais facilidade de o câncer infiltrar na pele e no músculo posterior do peito, provocando metástase. “Por isso, em alguns casos, o tratamento é mais radical, com mastectomia [remoção da mama]”, conta.

O tumor fica grande em relação ao tamanho da mama. “Toma uma proporção que não se pode poupar o tecido mamário”, disse a especialista.

Viva!

 

Feito a cirurgia, o importante é a saúde. Cuidando da forma devida e procurando um médio especializado, a cura é certa.